Conteúdo feito com IA: o que o público realmente pensa
Slop foi a palavra do ano de 2025. Veja o que dizem os dados sobre conteúdo genérico feito por IA, a reação do público e como usar IA sem perder a sua cara.

O conteúdo feito com IA está em todo lugar. Abra o Instagram e role cinco posts. Quantos parecem ter saído da mesma fábrica? Mesma frase de efeito, mesma imagem brilhante demais, mesmo tom de quem não disse nada. Em 2025, esse tipo de material ganhou até nome oficial no dicionário: slop.
A IA no marketing é útil, e este blog usa e recomenda o uso com critério. O problema não é a ferramenta: é o conteúdo genérico, o famoso slop, feito em série, sem ninguém pensando por trás. Veja o que os dados dizem sobre a reação do público e como usar IA sem virar "mais um".

Foto: Pexels (licença gratuita).
O nome que o mundo deu ao conteúdo feito com IA e genérico
Em dezembro de 2025, o Merriam-Webster escolheu "slop" como palavra do ano. O dicionário define como "conteúdo digital de baixa qualidade, produzido geralmente em quantidade por meio de inteligência artificial". A imprensa citou desde vídeos absurdos e imagens de anúncio estranhas até livros escritos por IA e "workslop", relatórios de trabalho que só fazem o colega perder tempo.
Repare no detalhe da definição: baixa qualidade e em quantidade. O que incomoda o público não é a tecnologia, é o volume sem cuidado.
O que o público diz sobre anúncios feitos com IA (e o que as marcas acham)
A IAB, associação do setor de publicidade dos EUA, em parceria com a Sonata Insights, ouviu 505 consumidores das gerações Z e Millennial e 104 executivos de publicidade. Resultado divulgado em janeiro de 2026:
| Pergunta | Executivos | Consumidores |
|---|---|---|
| Acham que o público se sente positivo com anúncio feito por IA | 82% | só 45% |
| Descrevem marcas que usam IA como "manipuladoras" | 10% | 20% |
| Descrevem marcas que usam IA como "antiéticas" | 7% | 16% |
Entre a Geração Z, 39% se sentem negativos sobre anúncios com IA, quase o dobro dos Millennials (20%). A diferença entre o que as marcas acham e o que o público sente é de 37 pontos.
E no Brasil? O que dá para afirmar
Uma pesquisa da Avast (Dynata, com 1.000 adultos brasileiros, em junho de 2026) mostrou que 73% dos brasileiros acreditam que reconheceriam uma imagem ou vídeo falso feito por IA. A própria pesquisa indica que, na prática, esses falsos passam despercebidos com frequência. Ou seja: a confiança do público em "saber diferenciar" é alta, mas o conteúdo bem feito engana. Isso pesa nos dois sentidos: o público desconfia mais e se irrita mais quando descobre.
Circulam também números como "62% dos brasileiros preferem campanhas feitas por humanos". Não usamos porque não encontramos a fonte original. Quando um número não tem fonte, ele é opinião.
5 sinais de que o seu conteúdo feito com IA virou "mais um"
- Poderia ser de qualquer empresa. Troque o logo e o texto continua valendo para o concorrente.
- Não tem rosto, voz nem bastidor. Nada mostra quem faz.
- Abre com frase pronta. "No mundo acelerado de hoje..." é a cara de texto sem dono.
- Imagem perfeita demais. Mãos estranhas, pele de plástico, cenário que não existe.
- Não diz nada que você mesmo não diria. Se você não assinaria embaixo, o seu cliente também não vai acreditar.
Como usar IA sem perder a sua cara
IA é ótima para: organizar ideias, resumir, sugerir títulos, revisar, gerar rascunhos e variações e ganhar tempo em tarefa repetitiva. É fraca para: opinião própria, história real, prova (depoimento, número seu), gosto e decisão.
- Use IA para o rascunho, e você para o que só você sabe. Um exemplo real, um número seu, uma opinião.
- Revise sempre. Leia como o seu cliente leria.
- Coloque gente de verdade. Rosto, voz, bastidor, o cliente (com autorização).
- Cuide da autenticidade de marca. O público percebe quando ninguém pensou. Ideia própria é o que mantém a sua voz.
- Seja transparente quando fizer diferença. Em anúncios com imagens sintéticas, isso constrói confiança e é cada vez mais cobrado.
- Tenha um olhar de design. Veja por que ter um designer na era da IA.
Como o Davi da TI resolve isso
Nossa equipe usa IA para ganhar velocidade e mantém gente no comando: estratégia, redação, design e revisão. O resultado é conteúdo com a cara do seu negócio, aprovado por você pelo celular no portal do cliente. Quando o problema é falta de identidade visual, a gente cria. Quando é falta de processo, a gente desenvolve a solução.
Quer um calendário de conteúdo que não pareça de robô? Peça uma conversa de 20 minutos de estratégia, sem custo, pelo convite de proposta. Leia também o que o algoritmo do Instagram mede.
O código não mente. Até o próximo diagnóstico.
Fontes consultadas
- Word of the Year 2025: slop, Merriam-Webster.
- The AI Ad Gap Widens, IAB e Sonata Insights, janeiro de 2026.
- Merriam-Webster names 'slop' as its 2025 word of the year, NBC News.
Conteúdo informativo. A pesquisa IAB/Sonata é dos EUA e trata de consumidores das gerações Z e Millennial. O dado de 73% do estudo da Avast (Dynata, junho de 2026) é autodeclarado. Não há garantia de resultado.
Foto: Pexels, licença gratuita.
Perguntas frequentes
O que significa slop?
Segundo o dicionário Merriam-Webster, palavra do ano de 2025, slop é conteúdo digital de baixa qualidade, produzido geralmente em quantidade por meio de inteligência artificial.
O público gosta de anúncios feitos com IA?
Segundo pesquisa da IAB com a Sonata Insights (EUA, janeiro de 2026), 45% dos consumidores das gerações Z e Millennial se sentem positivos, enquanto 82% dos executivos acham que o público reage bem. Entre a Geração Z, 39% se sentem negativos.
Posso usar IA no conteúdo da minha empresa?
Pode, como ferramenta: para rascunhos, ideias e variações. O que afasta o público é o material genérico e sem dono. Revise, acrescente opinião, exemplos e rostos reais.



